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Cozinha de Sentidos

Qui | 21.02.19

Pastéis de Okara

Gualter Rainha

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Ao criar esta receita, recebi imensas mensagens a questionar-me o que é o okara. Na sua difinição, o okara não é mais que a sobra resultante do feijão de soja, quando o trituramos com água para fazer a bebida de soja. A polpa que sobra depois de separarmos o liquido do sólido, é o okara.

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Assim, damos forma e sabor a este belíssimo ingrediente sem necessidade de o descartarmos, dado que é muito nutritivo. E como nada se perde, e tudo se transforma, fiquem com a minha sugestão de pasteis de okara, que são a minha nova tentação, de tão bons que são. 

Podem ver a preparação do tofu caseiro neste link, que está no meu canal, e podem ver também como chego ao okara. 

Para facilitar o meu processo de trituração eu utilizo o utencilo Chufamix, que podem encontrar aqui Chufamix.

Podem também fazer com o método tradicional, com um pano ou coador.

Video: Tofu caseiro - Cozinha de Sentidos

Ingredientes (pasteis)

  • 250 g de okara bem escorrido
  • 100 g de flocos de aveia finos 
  • 1 cebola pequena 
  • 4 dentes de alho
  • 2 colheres de sopa de farinha de linhaça
  • 1 colher de café de pimenta preta
  • 1 colher de sobremesa de paprika defumada
  • 1 colher de sobremesa de cominhos
  • 1 mão cheia de coentros frescos picados
  • Azeite para assar, ou óleo para fritar.

Maionese de alho

  • 60 ml de bebida de soja
  • 1 colher de chá de farinha de linhaça
  • 120 ml de azeite
  • 2 dentes de alho
  • 1 colher de sopa de salsa picada
  • 2 colhers de sopa de sumo de limão
  • Sal e pimenta preta q.b.
  • 1 colher de chá de sementes de sésamo tostadas

Instruções

  1. Comece por demolhar o feijão de soja no mínimo de 8 horas, para que hidrate o suficiente. Aconcelho a utilização de soja biológica. 
  2. Depois de ter o feijão de soja demolhado, comece a preparar a bebida de soja. Triture bem e separe o sólido do líquido.  Se pretender fazer a bebida de soja deverá ferver o liquido, aromatizar e adoçar confome o seu gosto pessoal. Se quiser fazer o tofu caseiro, siga então as indicações do vídeo do link em cima disponibilizado. 
  3. Caso não queira fazer a bebida, pode também triturar o feijão de soja muito bem, até resultar uma polpa, e usar. 

Agora que temos a polpa do feijão de soja, o okara, vamos fazer os pastéis.

  1. Junte todos os ingredientes num processador de alimentos, com a excepção dos focos de aveia. Processe até que tudo fique bem combinado, e verta para um alguidar.
  2. Junte aos poucos os flocos de aveia, e vá amassando com as mãos até que esteja bem envolvido. Retifique o sal, e os temperos se assim desejar.
  3. Tenha em atenção que o seu okara poderá estar mais molhado que o meu, se sim, e se achar a mistura um pouco mole, junte mais flocos de aveia. A consistência é moldável e solta-se das mãos fácilmente. Deixe descansar 10 minutos, para que a aveia absorva ainda mais o liquido e fique com melhor ligação entre os elementos. 
  1. Dê o formato de pastéis à massa que fez, e leve a assar em fio de azeite ao forno pré-aquecido a 180 ºC por 30 minutos, virando ao meio do tempo. Caso prefira pode também fritar.

Eu servi num wrap com salada a gosto, e coloquei um pouco de maionese vegana de alho e ervas aromátivas. Veja a receita em baixo.

Para a maionese

  1. Comece por juntar a farinha de linhaça à bebida de soja até que fique um pouco gelatinosa. 
  2. Após ter a bebida de soja gelatinosa, basta adicionar todos os ingredientes num copo medidor, e com a varinha mágica triturar tudo até que resulte num creme cremoso. 
  3. Não triture em demasia, porque pode talhar a sua maionese.
  4. Reserve no frigorifico, 3 dias no máximo. 

Coloque só um bocadinho de maionese. Não exagere porque é uma gordura. Ou use outro molho do seu agrado.

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Qua | 13.02.19

Esmagada de fava nova com salteado de cogumelos shimeji

Gualter Rainha

 

Esta é mais uma receita partilhada como sugestão para o dia dos namorados.

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Inspirei-me na cor verde das favas e no seu sabor, que eu adoro. O topping de cogumelos shimeji combinem muito bem nesta entrada, e surpreendem qualquer pessoa à mesa. Aos mais cépticos, não digam que a esmagada é feita de favas, e depois contem-me quais foram as reações.

É uma otima alternativa proteica e nutritiva para os lanches também, e sempre podem remover a maionese, explico como mais em baixo na receita.

Feliz dia dos namorados a todos/as.

Ingredientes

  • 400 gr de favas frescas cozidas e descascadas
  • 2 dentes de alho cozido
  • 2 a 3 colheres de sopa de maionese vegetal (opcional)
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • Pimenta preta e sal q.b.
  • Sumo de limão q.b.
  • Salsa ou coentros frescos q.b.
  • 2 colheres de sopa de sementes a gosto (abóbora, papoila, sésamo por exemplo)
  • 1 dente de alho picado
  • Cogumelos shimeji (ou outro tipo)
  • Crispy de cacau (ou outra opção)

Instruções

  1. Comece por cozer as favas com o alho durante 7 minutos. Após cozidas, escorra as favas e passam-se por água fria para parar a sua cozedura e de igual modo, para que se mantenha a sua cor verde.
  2. De seguida esmague as favas e o alho grosseiramente, acrescenta-se a maionese vegetal, a pimenta preta e o sal. Envolva tudo bem e reserve.
  3. Corte os cogumelos shimeji e o dente de alho com corte pequeno, e leve-os a refogar em fio de azeite. Quando estiverem ligeiramente refogados, tempere com sal, pimenta e a preta.
  4. Junte as ervas frescas, e refresque com sumo de limão.
  5. Finalize com sementes e ervas frescas para decorar e enriquecer em termos nutricionais.

Nota: para servir, basta colocar esmagada de favas sobre pão, torradas ou galetes de arroz ou milho, com salteado de cogumelos como topping.

Caso não queira utilizar a maionse vegetal, pode saltear as favas com algo e especiarias, e depois esmagar. Isto fará que ganhem algum sabor.

Eu usei crispy de cacau sem glúten, para dar um toque especial. Aqui em São Miguel, encontrei na Bioforma Açores. Mas podem substituir por outro elemento que gostem.

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Ter | 12.02.19

Bolo de beterraba vegano

Gualter Rainha

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Mais uma receita dedicada ao dia 14 de fevereiro, o dia dos namorados.

Desta vez um doce feito a partir da beterraba, que lhe confere esta cor vermelha vibrante.

O bolo é húmido e agradável de sabor, mas caso em casa exista alguém que não goste tanto deste superalimento, cheio de antioxidantes e ferro, reduza 50 g da quantidade crua antes de liquidificar. Além disto a receita é 100 % vegetal, não sendo necessário a adição de ovos, ou outros derivados, como o leite de vaca a manteiga ou o mel.

Apaixone-se com esta sugestão e faça alguém feliz, com este presente à mesa. Os pequenos detalhes, de forma consistente, fazem despertar bons sentimentos e emoções de forma concisa.

A maior dificuldade talvez resida no merengue, mas têm o meu apoio, e caso precisem enviem mensagem a pedir ajuda. Eu sei que conseguem, só vos quero dar confiança.

Desejo-vos uma vida repleta de muita satisfação e amor! 

Ingredientes

 Bolo

  • 200 g de beterraba crua em pedaços
  • 100 ml de bebida vegetal
  • 50 ml de sumo de limão
  • 60 ml de óleo vegetal
  • 240 g de farinha de trigo biológica ou comum
  • 1 colher de chá de fermento
  • 2 colheres de farinha de linhaça
  • 200 g de açúcar de coco ou outro
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha

Ganache

  • 200 g de chocolate negro sem derivados 70 % no mínimo
  • 200 ml de bebida vegetal

Merengue vegetal

  • 250 ml Aquafaba (liquido da cozedura do grão de bico)
  • 100 g de açúcar
  • Algumas gotas de limão

Instruções (Bolo)

  1. Junte a beterraba a farinha de linhaça e os líquidos no liquidificador, e triture-os até obter um creme homogéneo. Bem triturado. Reserve.
  2. Peneire a farinha numa tigela e misture o açúcar e o fermento.
  3. Junte a mistura de beterraba batida com os ingredientes secos e misture tudo muito bem, e até que tudo fique incorporado.
  4. Unte forminhas individuais ou uma forma de bolo pequena para esta quantidade, com óleo e farinha, e encha com a massa do bolo.
  5. Leve a cozer em forno pré-aquecido a 180 C º por, aproximadamente 25 a 30 minutos, ou até o palito sair limpo.

Ganache

  1. Corte o chocolate em pedacinhos, e coloque numa tacinha que possa ir ao micro-ondas.
  2. Leve a derreter em temperatura “mediana”, e de 20 em 20 segundos, retire e mexa bem o chocolate para que envolva tudo, e ajude a derreter. Pode derreter também em banho maria.
  3. Depois de tudo derretido, aos poucos adicione a bebida vegetal e mexa sem parar, até ter adicionado toda a bebida vegetal e ter conseguido um creme de chocolate cremoso, sedoso e brilhante.

Merengue

  1. Caso coza o grão de bico em casa, deixe que o grão de bico arrefeça na água da própria cozedura para que a água ganhe mais consistência.

Nota: poderá utilizar a água de conversa caso queira facilitar, eu pessoalmente em ultimo recurso prefiro os frascos de vidro, mas atenção, devem ter em conta que a água estará temperada com sal, podendo fazer-se sentir esse elemento (sal), no merengue.

  1. Depois de separar os 250 ml de aquafaba (água do grão de bico), leve ao tacho para que reduza de 250 para 150 ml, de forma a que fique mais espeço. Leve ao frigorifico posteriormente, e deixe ficar bem gelado.
  2. Após ter o aquafaba pronto e gelado, bata-o em castelo com o sumo de limão e o extrato de baunilha, até conseguir que fiquem firmes.
  3. Aos poucos junte o açúcar com a batedeira ligada, até que tenha conseguido um merengue bem brilhante e espesso.
  4. Nota: primeiramente faça o processo de redução do aquafaba, e coza o bolo para que ambos arrefeçam.

Montagem

  1. Após ter todos os elementos prontos, coloque ganache de chocolate no fundo da tachinha pretendida para o servir a sobremesa, com a ajuda de uma colher. Alise, para que fique uniforme e circular na base. Coloque o bolo de beterraba em cima.
  2. Verta um pouco de ganache em cima do bolo, e deixe escorrer um pouco. Finalize com merengue de aquafaba em cima, utilizando um saco de pasteleiro próprio para o efeito que vêm na foto.
  3. Caso tenha um maçarico, queime o merengue para lhe dar um aspeto mais gourmet e apelativo.

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Seg | 11.02.19

Arroz marinho vegetariano

Gualter Rainha

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Esta é uma das receitas que criei para o dia dos namorados, oferecendo aos seguidores do meu blogue e página de Facebook, uma alternativa diferente e de origem vegetal para aprimorar a sua noite romântica.

Eu já namorava esta receita no meu pensamento faz algum tempo, e desta vez eu confesso, estou mesmo “in love” com o resultado, e cá em casa será uma receita que farei imensas vezes.

É um prato com sabor a mar, saudável com texturas apelativas. Os cogumelos e as algas kombu além de serem muito nutritivos, trazem estas texturas e são a nossa fonte de proteína também.

Deixem-se enamorar com esta receita, entre os seus aromas, sabores e texturas!

Ingredientes

  • 200 g de arroz para risoto ou outro
  • 2 medida de água à quantidade de arroz (para cozer o arroz)
  • 1 dente de alho
  • 1 cebola pequena
  • 15 g de alga Kombu secas
  • 2 folhas de alga nori (de sushi)
  • 200 g de cogumelos, usei shitake (use frescos ou desidratados que faz toda a diferença)
  • Coentros frescos
  • 50 ml de vinho branco com alguma qualidade
  • Azeite, pimenta preta e sal q.b.
  • Sumo de limão + um pouco da casca de limão
  • Piripiri fresco

Instruções

  1. Comece por hidratar as algas kombu e os cogumelos shitake, caso utilize estes cogumelos desidratados. Aqueça água e deixe-os de molho por 30 minutos com o recipiente coberto para não perder demasiado calor e vapor. Escorra após esse período e estão aptos a serem utilizados. Caso não encontre estes cogumelos, utilize outro tipo de cogumelos frescos que goste.
  2. Pique as algas kombu em pedaços bem como as algas nori, que são o nosso elemento especial do arroz marinho. Ambas as algas, irão trazer o sabor a mar ao prato. Reserve.
  3. Comece o refogado. Pique a cebola e o alho, e leve-os a refogar em fio de azeite até que a cebola fique translucida. Adicione os cogumelos, as algas e um pedaço de casca de limão sem a parte branca. Junte um pouco de sumo de limão, tempere com pimenta preta e sal, e deixe refogar mais 2 minutos.
  4. Adicione um pouco de coentros frescos para começar a aromatizar o prato. De igual modo junte o vinho branco, e baixe o lume para que o vinho evapore um pouco e perca o álcool também.
  5. Após reduzir o vinho adicione o arroz previamente lavado, e envolva muito bem ao refogado com algas e cogumelos. Adicione a água, tempere com sal do seu agrado e deixe cozinhar até que a água seja absorvida pelo arroz e coza.
  6. A finalizar, coloque coentros frescos por cima, e um pouco de piripiri fresco para apimentar a sua noite de namorados.

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Sex | 08.02.19

Batido verde (dedicado às crianças)

Gualter Rainha

 

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No passado dia 3 de fevereiro, realizei um workshop na OTM Verde, dedicado às crianças e seus pais, onde levei algumas receitas em que o verde era a cor predominante.

O intuito foi despertar nas crianças o gosto pela culinária e o conhecimento ao vegetarianismo, mas também mostrar que os “verdes”, também são saborosos e muito importantes para a nossa saúde. Também partilhei alguns truques, que podem fazer com que o “terror” às horas das refeições, atenue e torne-se em momentos de pura diversão e satisfação para todos.

Os alimentos verdes (frutas, legumes e hortaliças), neste caso com este batido de espinafre, são muito importantes para a nossa saúde por serem muito nutritivos.

Além de serem uma fonte de vitaminas e minerais, são uma excelente fonte antioxidante, que ajudam na saúde das nossas células. De igual modo, promovem a oxigenação do sangue, o que faz com que a absorção de nutrientes seja ainda mais eficaz. Além disto, como são ricos em fibras, que ajudam no transito intestinal.

Eu utilizei um superalimento que adquiri na Bioforma Açores, a erva de trigo em pó, que é extremamente rico em antioxidantes e noutros componentes nutricionais, que fazem desde batido um verdadeiro lanche ou refeição. Veja o produto neste link : https://bit.ly/2WPsPBT

Caso não tenha uma loja na sua área de residência, pode comprar online, ou saltar este paço, ou substituir por outro produto.

São refeições simples e rápidas de preparar, que só nos trazem benefícios, que nos mantêm hidratados e com vitalidade. Utilize o doce das frutas, e evite a edição de açúcares extra. 

Alguns dos truques que poderão utilizar, na hora de servir os batidos ou até smoothies:

  • Se necessário “omitir”, alguns ingredientes. Omitir neste caso é por uma boa causa, e pode ser positivo neste sentido de melhorar a dieta das crianças.
  • Colocar a frutas que as crianças mais gostam como a base principal, para lhes saber aquela fruta.
  • Oferecer a própria fruta junto com o batido, para que a comam em simultâneo.
  • Ter pequenas porções congeladas para os batidos, já com os legumes misturados com a fruta, de forma a contornar e não verem os legumes.
  • Cozer, ou ferver os legumes. É importante quer para "esterilizar" e quebrar as fibras mais duras, que se tornam macias ao cozer (com o decorrer dos tempos, conforme a criança se for adaptando, ao seu ritmo, ir colocando os crus).
  • Oferecer smoothie invés de batidos, como são mais cremosos e frescos, podem servir como gelado, por exemplo. 
  • Promover convívios na hora de preparação, para entusiasmar as crianças, uma vez que são elas a preparar neste caso. Assim começam aos poucos a confiar mais no que lhes oferecemos.

Ingredientes

  • 1 banana (cerca de 80 g)
  • Um copo de bebida vegetal (cerca de 150 ml)
  • 1 kiwi ou ½ maçã
  • Folhas de espinafre ou acelgas "cozido" (150 g)
  • Gotas de sumo de limão
  • Xarope de agave ou melaço de tâmaras q.b. (opcional/ eu não utilizo)
  • Extrato de baunilha ou um pouco da vargem da baunilha 
  • 1 colher de sopa de erva de trigo em pó ou outro (opcional)

Instruções

  1. Comece por limpar as cascas da banana e do kiwi, escolha bem as folhas dos espinafres e lave-as bem, ou outro (verde).
  2. Escalde bem as folhas verdes de forma a cozer um pouco, para que se tornem mais macias.
  3. Junte todos os ingredientes num liquidificador, até que tudo resulte num batido cremoso.
  4. Sirva na altura.

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Sex | 01.02.19

Pudim de castanhas vegano

Gualter Rainha

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Ao criar esta receita, inspirei-me na receita da food blogger Patrícia Cheio, do site Food With the Meaning, da Ilha Terceira. Ofereceram-me castanhas, então, juntei com carinho a inspiração, à generosa oferta.

Eu queria fazer algo diferente, além de um puré, castanhas cozidas simples ou até umas deliciosas castanhas salteadas. Decidi-me pela sobremesa desta vez.

Como a receita disponível no site tinha derivados, e sou vegano, comecei a elaborar “meticulosamente”, a receita, de forma a conseguir um pudim que me enchesse as medidas, e assim foi.

Ingredientes para a calda

  • 100 ml de água
  • 200 g de açúcar

Ingredientes para o pudim

  • 250 g de açúcar demeara
  • 500 ml de bebida de aveia (outra)
  • 1 pau de canela
  • Um pedacinho pequeno de casca de limão
  • 2 colheres (sopa) de maizena
  • 1 ½ g de agar-agar em pó (cuidado no pesar)
  • 1 colher chá de essência de baunilha ou similar
  • 200 g de castanhas cozidas

Instruções

  1. Comece por preparar o caramelo para caramelizar a forma. Coloque o açúcar e a água numa panela, e leve ao lume baixo até que derreta e vire um caramelo dourado. Não deixe queimar. Despeje o caramelo na forma de furo (de imediato) distribua bem e reserve.
  2. Para preparar o pudim. Misture metade da bebida vegetal com a maizena e o agar-agar e reserve.
  3. Na outra metade da bebida, junte as castanhas e triture bem com a varinha mágica, até que se dissolvam bem. Junte o açúcar, a essência da baunilha, a canela e a casca de limão, e leve ao lume até levantar fervura.
  4. Quando começar a levantar fervura, baixe o lume, e lentamente, acrescente a bebida de aveia com a maizena e o agar-agar. Espere até que levante fervura novamente, e desligue o lume. Remova a canela e a casca de limão.
  5. Verta o creme ainda quente na forma com calda de caramelo. Caso tenha uma forma com tampa, será o ideal. Caso não tenha, cubra a sua forma com papel de alumínio, e leve ao forno cozer em banho maria em forno pré aquecido a 180 º C por 40 minutos, sensivelmente.
  6. A terminar, depois de estar frio, leve ao frigorifico pelo menos 5 horas a 6 horas. Aconselho a não desenformar antes, porque poderá desmanchar-se.
  7. Antes de servir, desenforme num prato que sustente a calda e o pudim.
  8. Caso o pudim esteja preso nas laterais, ferva água, e mergulhe cerca de 30 segundos, para se soltar. Desenforme, e delicie-se.

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